No dia 21 de dezembro de 2010, ocorreu um incêndio em uma central telefônica da Oi em Salvador/BA. Tal incêndio deixou o Estado da Bahia e várias outras localidades no Nordeste sem telefonia fixa e/ou celular. Quatro dias após o trágico acidente, as cidades da região 77, por exemplo, ainda estão sem telefonia móvel dessa operadora.
O horrível desse acidente, que poderia ter ocorrido com qualquer operadora, é a compelta falta de um plano de contingência e a falta de redundância da rede da operadora. Em alguns veículos de comunicação, fala-se em 6 meses até que o problema todo seja resolvido.
Isso, além do próprio acidente, é lamentável. As pessoas estão correndo, aos milhares, comprar chips de outras operadoras. Tudo em plena época de Natal, onde o comércio já está cheio e é insuportável fazer compras.
O setor de serviços teve uma série de enormes prejuízos, já que muitas máquinas de pagamento e caixas bancários dependem da rede da Oi.
Os usuários estão incomunicáveis, e é estranho voltar ao passado longínquo, sem celular.
O mais estranho de tudo é, ainda, verificar que as atuais regras de tarifação são anacrônicas. Explico: se uma central telefônica em Salvador tira do ar a telefonia móvel em Vitória da Conquista (mas não a própria telefonia móvel de Salvador, já restabelecida), por que razão o usuário do interior paga para efetuar ligações até Salvador, se sua ligação local depende de Salvador, de qualquer forma?
Enfim, esse caso dá o que pensar. Está na hora da técnica se aproximar de mercado, e que as políticas de tarifação sejam mais técnicas do que legais. Se, no mundo da telefonia celular, as centrais não estão na localidade em que os seus usários estão, e suas ligações locais, na prática, são interurbanos, por que razão temos que pagar estes um valor maior do que por aqueles?
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