
A Oi baseia sua campanha perante o consumidor como sendo uma operadora livre de amarras. Nela, segundo sua publicidade, não há bloqueio de aparelhos, não há prisão a planos, enfim – o consumidor da Oi seria livre, sem “aporrinhações”.
Porém, o que a publicidade omite é que a Oi não libera o tethering para o iPhone. Explicamos: o tethering é um recurso que permite que você compartilhe sua conexão de dados do celular (3G, Edge, GPRS) com o computador, como se o celular fosse um modem. Alguns celulares possuem esse recurso, como os smartphones da Nokia, por exemplo.
Ocorre que o iPhone só permite o tetethering quando a operadora autoriza. E é aí que começa o problema: ao contrário do que ocorre na Europa, onde várias operadoras permitem o tethering no iPhone, no Brasil as operadoras têm dificultado a vida de quem tem o iPhone e gostaria de poder compartilhar a conexão de dados, paga a peso de ouro.
O que as operadoras ganham com isso? Simples: quem realmente precisa usar a internet móvel tanto no celular quanto no notebook acaba tendo que contratar dois planos de dados. Com assinaturas cada vez mais caras e restritas, o usuário acaba tendo que escolher entre ter dois planos de dados e pagar uma fortuna ou ter apenas um e perder conveniência.
A situação é tão abusiva que um consumidor conseguiu na justiça liminar que obriga a operadora a habilitar o seu tethering. E está no seu direito: é sua conexão, é seu telefone, por que não poder usá-la com plenitude?
Espera-se que a Oi mude sua atitude, a fim de que seus usuários não tenham que pagar um plano por cada aparelho. Imagine quando o iPad chegar – vai ter gente pagando 3 planos de dados para usar todos os brinquedos…

